sexta-feira, 16 de outubro de 2026

INDÚSTRIAS E ENTREGUISMO DE RECURSOS NACIONAIS

 


As indústrias nacionais cresceram durante o governo Lula??




Nesta análise, os professores Nelson Rosas e Lucas Milanez respondem a pergunta retratando que o desenvolvimento contemporâneo das indústrias envolvem uma análise mais complexa do que somente dados de fim de governo.


Instagram: @progebufpb
Produção: Júlia Araújo e Maria Júlia.
Edição: Natasha.




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MEIOS DE PAGAMENTOS: DISPUTA PELO PIX

 



As disputas pelos meios de pagamento giram em torno das tarifas ou possuem outra justificativa em sua essência?



Nessa análise, o professor doutor Lucas Milanez responde ao questionamento através da teoria marxista para explicar o dinheiro de crédito.




Instagram: progebufpb
Produção do vídeo: Júlia Araújo.
Edição: Maria Júlia.


#economia #brasil #eleições2026 #emalta


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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

GOLPE, TRAIÇÃO E DOGMA ECONÔMICO: A ECONOMIA BRASILEIRA SEGUE RESISTINDO...

    Semana de 10 a 23 de agosto de 2026   

Rosângela Palhano Ramalho

  Estimado leitor, estamos às vésperas da campanha eleitoral no Brasil. Este ano, elegeremos o presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais e governadores. Como de costume, a economia ganha destaque no debate eleitoral, e os eleitores buscam entender quais propostas orientarão as futuras gestões federal e estadual nessa área.
    Desde o último pleito, marcado por inúmeros motins — incluindo a tentativa de golpe de Estado, que jamais deve ser esquecida —, o PIB brasileiro cresceu 3,1% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. Para 2026, a Secretaria de Política Econômica do Governo Federal estima nova alta de 2,3%, apesar dos indícios de arrefecimento da atividade econômica. Segundo o Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre janeiro e março, a economia cresceu 1,1%, e, no segundo trimestre, a alta foi de apenas 0,3%. Dentre as variáveis que compõem o indicador, o consumo segue apresentando os melhores resultados, com sua atenuação ditada pela queda dos investimentos.
  A desaceleração da economia observada nos últimos anos já era prevista. A disputa entre as teorias econômicas adotadas no Ministério da Fazenda e no Banco Central permanece em curso. O conflito entre as políticas fiscal e monetária marcou toda a gestão atual e segue gerando tensões, fato amplamente repercutido pela imprensa nacional. Inúmeros especialistas são ouvidos diariamente pelo jornalismo econômico, e um improvável caos inflacionário associado ao descontrole das contas públicas é alimentado incessantemente. Sem trégua. Aparecem, então, os administradores empresariais das contas públicas alheias propondo o de sempre – um novo e severo ajuste fiscal. Figuras ilustres, como Armínio Fraga e Henrique Meirelles, reaparecem para repetir a mesma receita: o ajuste deve ser concentrado, de preferência, no corte de auxílios e benefícios destinados à população mais vulnerável.
  Como já se sabe, as soluções propostas pela teoria econômica neoliberal — vertente que se consolidou como verdade absoluta da ciência econômica — produzem desemprego, queda da renda e retração da atividade econômica. Entretanto, oito dos treze candidatos à presidência da República não se constrangem em reproduzir a insensatez teórica como solução e a repetem em seus planos de governo como um mantra. A crueldade vem disfarçada em termos sofisticados. Propõe-se a desvinculação entre o reajuste do salário-mínimo e os benefícios previdenciários e assistenciais, a exemplo das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Em outras palavras, busca-se acelerar a morte dos aposentados e pessoas mais pobres, impedindo-os de receber ganhos reais de renda, já que estes são vistos apenas como um fardo para o Estado. De forma igualmente cruel, circula a proposta de uma nova reforma da Previdência, apenas sete anos após a implantação da última. Nesta, o sistema previdenciário passaria a ser financiado também pela iniciativa privada, e homens e mulheres de áreas urbanas e rurais, sem distinção, se aposentariam com idade mínima de 67 anos. Mudanças nada sutis, que punem quem precisa sobreviver e beneficia a classe rentista.
  O governo atual, apesar das pressões, tem conseguido sustentar bons resultados econômicos nos últimos quatro anos, apesar do peso da política monetária contracionista e dos atentados à economia e à soberania brasileiras promovidos pela extrema-direita. O fato é que, entre o estímulo fiscal, o aperto monetário e as situações adversas, perdura a resiliência da economia do país. E isto certamente pesará na escolha do eleitor. Acompanhemos.




Professora do Departamento de Economia da UFPB e pesquisadora do PROGEB (@progebufpb, www.progeb.blogspot.com; rospalhano@yahoo.com.br, rosangelapalhano31@gmail.com). Colaboraram: Ícaro Moisés, Antonio Queiroz, Nelson Rosas, Maria Júlia Alencar, Alyanne Sofia, Julia Bomfim, Arthur Pessoa, Ana Carolina Oliveira, Sophia Maciel, Adrielio Álvaro, Luiz Vinícius, Flávio Tobias e Mariana Sofia.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

INFLAÇÃO: QUEM SE BENEFICIA?


    Já ficou por dentro das recomendações econômicas de seguir um caminho de maior controle fiscal pelo Governo? Essa interpretação se apresenta como uma preocupação com a inflação e a desaceleração da economia. Nesta análise, o professor emérito Nelson Rosas explica a essência da tomada de decisão governamental em relação à austeridade fiscal. 





Produção: Júlia Araújo e Maria Júlia.
Edição: Guilherme.
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segunda-feira, 27 de julho de 2026

CLASSES DOMINANTES E CAMPANHAS POLÍTICAS

    As campanhas políticas são palco para que as classes dominantes do país projetem sua influência através do apoio nas grandes mídias. Nessa análise, o professor doutor Lucas Milanez responde ao questionamento por meio da formação histórica dessas classes.




Produção do vídeo: Talita Ana e Maria Júlia Edição: Natasha.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

FESTA JUNINA E CONJUNTURA ECONÔMICA

Semana de 01 a de 14 de junho de 2026  

Rosângela Palhano Ramanho

     Caro leitor, junho se inicia e, com ele, as tradicionais festas nordestinas que limitam os trabalhos do Poder Legislativo brasileiro e pausam o andamento de pautas importantes no Congresso Nacional, como o fim da escala de trabalho 6x1. A matéria foi negligenciada no Senado, e seu presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), aproveita o recesso junino para reproduzir, nas festividades Brasil afora, sua dancinha ridícula e desengonçada. Enquanto isso, Hugo Motta (Republicanos – PB), presidente da Câmara dos Deputados, retornou às suas bases na cidade paraibana de Patos, mas seus festejos foram atropelados pela divulgação de áudios em que pede a liberação de R$ 22 milhões do Banco Master em benefício da empresa de sua cunhada. O procedimento ocorreu “por debaixo dos pano, pra ninguém saber...” como diz o forró da dupla de artistas paraibanos Antonio Barros e Cecéu. Quando descoberto, Motta se limitou a dizer que o tal pedido “está dentro da legalidade”.

     Em relação à conjuntura econômica, o noticiário continua a focar no que se convencionou chamar de “bondades eleitorais” do governo Lula. Os anunciadores do fim continuam em ação. Vendem o discurso de que as “irresponsabilidades fiscais” de hoje cobrarão seu preço amanhã, e que este preço será tão alto que os beneficiários de tais ações desejarão jamais tê-las recebido. Uma música do cearense Santana, o cantador (de forró), ilustra a melhor resposta dos vulneráveis assistidos pelas políticas públicas, que em sua peleja diária pela sobrevivência encontram monstros maiores que o fim do mundo. Musicaliza o cantador: “Não tenho medo do fim do mundo não, eu tenho medo é do fim do mês (...) Tenho mais medo do fim do mês, do que do fim do mundo, o mês se acaba todo mês e é o fim pra quase todo mundo...”

Anunciar o caos é uma estratégia antiga. Analistas vinculados ao sistema financeiro e os partidários da teoria econômica de manual buscam gerar um terror social ao mesmo tempo em que tentam pautar as decisões governamentais. O caminho teórico é simples. Um ajuste fiscal leva à redução da taxa de juros com efeito positivo no combate às desigualdades sociais, queda da inflação e aumento de investimentos, ou seja, maior eficiência econômica. O argumento arrumado não convence. O presidente Lula declarou em entrevista recente que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, “flexibilizou o bolso”, e que já não há “tanta dificuldade de liberar um dinheirinho”. Irritado, o presidente rechaçou o patrulhamento do seu governo e afirmou: “Déficit de 0,20%, déficit de 0,15%... (...) isso não abala o país. Aqui nós vivemos por conta disso e muitas vezes não se preocupam com o avanço que a sociedade brasileira está tendo.”

       O governo projeta, para este ano, um superávit primário de R$ 4,1 bilhões, dentro do intervalo previsto pelas regras do arcabouço fiscal. Por outro lado, não há descontrole inflacionário e o nível geral de preços caminha para fechar o ano dentro das metas estabelecidas pelo Banco Central. Mesmo assim, o jornalismo econômico está repleto de críticas. E ao reproduzi-las, mais como um ranço político do que como análise técnica, a imprensa tenta pautar não só a necessidade do ajuste fiscal, mas também a decisão da próxima reunião do Copom. Reforça-se que ainda é muito cedo para um afrouxamento monetário.

Enquanto isso, mais uma pesquisa sobre intenção de voto para as eleições presidenciais que se aproximam indica a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a Genial/Quaest, se o segundo turno acontecesse hoje, Lula teria 44% dos votos ante 38% do adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

     Neste eterno alavantu e anarriê da quadrilha do jogo democrático, o governo continua marcando o passo até o balancê.

  




[1] Professora do Departamento de Economia da UFPB e pesquisadora do PROGEB (@progebufpb, www.progeb.blogspot.com; rospalhano@yahoo.com.br, rosangelapalhano31@gmail.com). Colaboraram: Jéssica Brito, Ícaro Moisés, Júlia Bomfim, Antonio Queiroz, Nelson Rosas, Maria Júlia Alencar, Maria Iane, Sophia Maciel, Talita Ana, Vivian, Alyanne, Ana Carolina Oliveira, Ana Luiza, Arthur Pessoa e Adrielio



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quinta-feira, 28 de maio de 2026

INFLAÇÃO, JUROS E ELEIÇÃO

 Semana de 04 a 17 de maio de 2026  

Rosângela Palhano Ramalho[1]

    Finalmente (e não faltaram alertas), o mundo começa a pagar o preço da guerra de Trump. Em sua sanha colonialista, o presidente americano impôs consequências também a seu povo. Os preços ao produtor nos Estados Unidos nos últimos 12 meses encerrados em abril subiram 6%. A última alta significativa foi verificada em 2022, com os preços do petróleo indo às alturas em virtude da guerra entre Rússia e Ucrânia. Na Zona do euro, a inflação subiu para 3%, ficando fora da meta.

    No Brasil, o impacto já é sentido nos preços dos bens industriais. Antes contribuindo para o controle inflacionário, estes itens sofreram aumento de 0,65% nas primeiras semanas de abril, indicando uma aceleração de preços frente à apuração prévia da inflação de março, que foi de 0,23%. Os preços dos aparelhos eletroeletrônicos subiram de 0,5% para 1,06%, os materiais de higiene pessoal de 0,38% para 1,32% e artigos de limpeza de -0,31% para 0,68%, segundo apuração do IBGE. Se somarmos a variação dos preços da alimentação no domicílio, dos bens industrializados e dos serviços comumente contratados pela população brasileira, registra-se aumento de 0,67% em março. Nem o câmbio valorizado fechando em torno de R$5 foi suficiente para conter a alta.

    No acumulado dos 12 meses terminados em abril, a variação do IPCA foi de 4,39%. Apesar de o indicador encontrar-se dentro dos limites definidos pelo sistema de metas inflacionárias, o mercado financeiro já está comemorando. Afinal, um cenário de pressão inflacionária favorece uma ação mais cautelosa da autoridade monetária, decisão que manterá o Brasil como o olimpo dos rentistas.

    O jornalista Pedro Cafardo, em dois artigos de opinião publicados no jornal Valor Econômico, abriu espaço na grande imprensa (e quase não o há), para a análise crítica relativa ao desempenho de nossa economia e à política de juros altos no Brasil. No primeiro artigo, veiculado no dia 10 de junho de 2025 e intitulado “Coisas que acontecem num certo país infeliz”, o autor faz um apanhado dos recentes bons resultados econômicos do país como o controle inflacionário, o crescimento do PIB, a redução da taxa de desemprego, o aumento da rendimento, da renda per capita e dos empregos formais, a redução da desigualdade social, o aumento do lucro líquido bancário e empresarial, os recordes de negociação na Bolsa de Valores... Entretanto, mesmo diante dos avanços, economistas e analistas de mercado anunciam um “terrível descontrole fiscal” e grande parte dos brasileiros continua cética. Já o segundo artigo, de título “Há exagerado pessimismo e muita tolerância com juro alto”, publicado quase 1 ano depois, em 12 de maio de 2026, retoma os bons números da economia que ainda são vistos com desconfiança por parte dos brasileiros. Por fim, Cafardo arremata que a mesma elite econômica e financeira que em coro acusa “gastança, gastança!”, forma as expectativas de inflação, produz a política de juros altos e ainda recebe as benesses dela.

    Posicionamentos como este são raros na imprensa nacional, que tende a priorizar seus espaços ao dogma econômico liberal. Por exemplo: enquanto o governo atuava para negociar o “tarifaço” americano imposto ao Brasil a pedido do deputado cassado e fugitivo Eduardo Bolsonaro, o jornalismo econômico projetava cenários “preocupantes”. As ações do governo federal como o lançamento do Novo Desenrola, o fim da taxa das blusinhas, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado renderam a seguinte manchete jornalística: ‘Bondades’ eleitorais de governo Lula colocam fiscal, inflação e juros em risco (Valor Econômico, 15/05/2026). Nada imparciais, “análises” como esta proliferam. Sob o pretexto de “salvar” o Brasil deste governo “incompetente”, pede-se ao governo que ele não governe e perca a eleição.

    O cenário brasileiro continua desafiador, especialmente em ano eleitoral...




[1] Professora do Departamento de Economia da UFPB e pesquisadora do PROGEB (@progebufpb, www.progeb.blogspot.com; rospalhano@yahoo.com.br, rosangelapalhano31@gmail.com). Colaboraram: Jéssica Brito, Ícaro Moisés, Júlia Bomfim, Antonio Queiroz, João Pedro, José Gustavo, Nelson Rosas, Maria Júlia Alencar, Natasha Carvalho, Júlia Almeida e Deborah Mª Ferreira.

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